CIA DO SOFTWERE

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

PARE DE FUMAR, VALORIZE A VIDA

História do Cigarro

Consta que o cigarro foi criado por um boticário francês de nome Jean Nicot (donde o nome nicotina) que esteve nas Américas no ano de 1565. Ficou curioso, além do uso ritualístico do tabaco nas reuniões festivas e preparatórias para combates, particularmente com o uso “medicinal” em que os índios acreditavam. O pajé usava a infusão das folhas de tabaco maceradas para cuidar de índios “nervosos” ou “possuídos pelos maus espíritos”. Com tal intenção levou esta prática para sua farmácia em Paris, onde passou a usar a inalação da fumaça do tabaco (incinerado) em clientes classificados como “nervosos”. Com a sua observação, não constatou benefícios objetivos dignos de nota em seus clientes mais graves; mas notou que alguns melhoravam o humor e que, inclusive, seus funcionários e ele próprio passaram a se apresentar bem humorados.
Pesquisou uma cola e papel de combustão mais lenta e enrolou o tabaco macerado neste papel: e estava inventado o cigarro.A intenção de Jean Nicot era, pois, espalhar bom humor. Notem que estamos falando de 1565. Somente nos anos noventa – portanto mais de quatro séculos depois - foi constatado o mecanismo pelo qual a nicotina leva ao vício.
O que nem de longe conjeturava-se à época é como o tabaco levava à dependência. Somente depois de mais de 4 (quatro) séculos é que a Medicina descobriu que a Nicotina era o elemento viciador, por agir sobre a produção de algum mediador químico cerebral (uma espécie de hormônio cerebral). Confirmou-se, nos início dos anos 90, que a nicotina aumentava a produção da Dopamina, provocando uma sensação de bem-estar, boa disposição, atitude e, momentaneamente, um maior rendimento das capacidades intelectivas (atenção, concentração, memória, raciocínio).



Noções pouco divulgadas:
FUMO PASSIVO
As pessoas que estão próximas dos fumantes, especialmente em ambientes fechados, inalam mais de 400 substâncias que podem prejudicar a saúde. O fumante passivo tem maior risco de infarto do miocárdio e câncer pulmonar, quando comparado à pessoas que não convivem com fumantes. As crianças que convivem com pais fumantes têm maior risco de infecções respiratórias, bronquiolites, asma, otite e infecções de garganta (amigdalite) e de também virem a ser fumantes, por identificação e pela inalação da fumaça do cigarro, ao qual podem se habituar com mais facilidade.
DEPENDÊNCIA

A nicotina causa dependência por meio de processos biopsicossocias semelhantes aos da cocaína, álcool e heroína, além daqueles de ordem química que abordaremos adiante. O cérebro dos dependentes em nicotina tem grande número de receptores que dependem dessa droga para funcionarem bem (receptores nicotínicos). O fumante de 20 cigarros/dia, que traga 10 vezes/cigarro, recebe mais de 70.000 impactos cerebrais de nicotina por ano. A nicotina atinge o cérebro em menos de 10 segundos e causa a liberação de dopamina em escala maior do que a normal. Esta substância é responsável por sensações de prazer, melhora das faculdades intelectivas, melhora do humor e da disposição psíquica em geral. O dependente de nicotina aprende e acredita que o cigarro: preenche vazios; é companheiro; ajuda a lidar com o estresse; ajuda a lidar com os sentimentos negativos ou positivos; facilita as interações sociais e desempenho intelectual; eleva a sensação de segurança. Entretanto, a maioria desses benefícios é momentânea, pois não se mantêm longe do cigarro e, portanto, são uma espécie de cilada. E isto deve-se ao fato de que o dependente do cigarro vai desenvolvendo uma tolerância gradativa à nicotina, e tem piorado o funcionamento do cérebro na diminuição ou ausência desta. Este é o fator que o faz aumentar o número de cigarros fumados diariamente. Os “benefícios” são falsos. Como a nicotina no usuário aumenta a produção e concentração da dopamina, esta substância começa a ser produzida em menor quantidade pelo Sistema Nervoso Central (S.N.C). Este, por assim dizer, delega ao cigarro a incumbência de produzir mais dopamina. E, na maioria das vezes em que se tenta parar de fumar, o tabagista passa mal (crise de abstinência), porque sua produção normal de dopamina está muito aquém do necessário. Para ajudá-lo, entram aí medidas terapêuticas específicas. MAIS DE 90% DOS FUMANTES SÃO DEPENDENTES DA NICOTINA, E TORNAM-SE DEPENDENTES ANTES DOS 18 ANOS.

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