
Não resta a menor dúvida de que o leite materno é, em todos os aspectos,superior ao leite de vaca ou leite maternizado para a nutrição na primeira infância. As evidentes vantagens da lactação natural tem sido comprovadas por eminentes pesquisadores,e hoje constituem, praticamente, consenso médicos-nutrológico em âmbito internacional. parece incontraditavelmente óbvio que a formula natural designada pelo criador para o homem em sua primeira etapa de vida, seja a mais conveniente a saúde e ao desenvolvimento físico, mas esta verdade axiomática já esteve sob questionamento de pretensões científicas espúrias,quando fórmulas artificiais eram petulantemente aclamadas como melhores,superiores ou mais fortes. este é, aliás, um jogo comercial nada incomum que sabe manipular astutamente certos argumentos científicos e tripudiar a opinião pública. Muitos tem sido, exatamente assim, sub-repticiamente engodados pela publicidade.SUPERIORIDADE DO ALEITAMENTO MATERNO: Várias razões apontam de modo conclusivo à superioridade do aleitamento materno. gostaríamos de citar as principais em seguida. mesmo que você não seja técnico em nutrição, vale a pena refletir nas seriedades das implicações.
RAZÕES NUTRICIONAIS: Os componentes nutricionais do leite materno ajustam-se como luva,quantitativa e qualitativamente, às necessidades da criança nos primeiros meses de vida, oque não acontece com outras fórmulas, que sempre apresentam deficiências mais ou menos sutis.
A proteína do leite humano é diferente da do leite da vaca. esta última contém cerca de sete vezes mais caseína,que durante a digestão, forma coágulos prejudiciais ao processamento. Já o leite materno contém 60% de albumina e 40%de caseína, sendo se fácil digestão.
O valor biológico do principal componente da proteína do leite humano (albumina) é maior que a caseína do leite de vaca. O melhor aproveitamento da proteína do leite materno é, por conseguinte melhor, oque promove um desenvolvimento mais sadio.
a probabilidade de ocorrer alergia ou rejeição em relação a proteína do leite de vaca e leites sintéticos, é consideravelmente maior.
O recém,nascido precisa de cistina, um aminoácido, para a boa nutrição, oque é adequadamente ofertado pela proteína do leite materno. O leite de vaca e as fórmulas industrializadas, entretanto, contém muita metionina e pouca cistina. Tendo em vista que a enzima catalisadora da reação que converte ,no fígado, metionina em cistina, apresenta baixa atividade no recém-nascido, podem ocorrer problemas nutricionais se a alimentação exclui o leite materno.
Os aminoácidos aromáticos não são adequadamente metabolizados em excesso no organismo (hiperaminoacidemia). este inconveniente o leite materno não oferece; os leites sintéticos,contudo, apresentam maior teor desta classe de aminoácidos.
A gordura do leite humano é mais facilmente absorvida, além de conter maior proporção de ácidos graxos essenciais.
A gordura do leite de vaca encerra maior quantidade de ácido palmítico, um ácido graxo que prejudica a assimilação de cálcio pela formação de palmitato de cálcio.
As características nutricionais do glicídio do leite humano são mais compatíveis com a higidez intestinal e nutrição geral.
O uso de açúcar desde a tenra infância, na forma de adoçante da mamadeira, predispõe a criança a futuras desordens médico-nutricionais, além da cárie dentária.
A concentração osmolar da alimentação não natural(preparações ricas em adição como farinha e açúcar, muito fortes) pode levar a desidratação hipertônica, e a alta densidade calórica à obesidade. Ademais, pode ocorrer constipação intestinal(prisão de ventre).
Os sais minerais do leite humano apresenta excelente assimilação, a saber, cerca de 75%, em proporção ao cálcio, muito fósforo, podendo favorecer a hiperfosfatemia e a hipocalcemia neonatal.
A criança que não mama ao peito apresenta maior tendência à acrodermatite enteropática, talvez por deficiência de zinco.
RAZÕES IMUNOLÓGICAS: O organismo da criança alimentada ao seio defende-se melhor contra as doenças, pois o leite humano oferece vários fatores que fortalecem a resistência imunológica.
O fator bifidus, fornecido pelo leite materno, favorece o crescimento de uma flora intestinal hígida, oque protege a criança contra infecções e outros distúrbios gastrintestinais,e, consequentemente, contra a desidratação.
Outros fatores imunológicos são fornecidos, com diferentes ações protetoras contra germes causadores de doenças, entre os quais: Fator anti-estafilococcus; IgA, IgC, IgM (imonoglobulinas); Complementos C3 e C4, lisozima, lactoferrina e lactoperoxidase. É importante, para um bom aporte imunológico-nutricional, que a criança tome o leite colostral, de cor amarelada,secretado nos primeiros dias após o parto.
OUTRAS RAZÕES: O leite humano está livre de contaminações, se é oferecido diretamente através do aleitamento materno. as outras formas de alimentação, que requerem manipulações, oferecem maiores riscos.
O laço afetivo mãe-filho fortalece-se saudavelmente através da prática do aleitamento, oque é muito bom para ambos, tanto no aspecto psíquico como no físico.
Do ponto de vista econômico, não há dúvidas de que a alimentação natural sai mais barato, até porque a criança tende a adoecer menos, evitando-se gastos médicos.
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